Angústia

O sofrimento é inerente à condição humana, a possibilidade da entrada em análise pode ampliar o olhar sobre ele, e com isto, o sujeito vir a se servir da angústia criando um campo fértil o qual pode impulsioná-lo a olhar para suas questões.

Não há sujeito em vida que não se angustie, embora falando assim pareça simples e notoriamente sabido pelas pessoas, mas não é! Muitas são as pessoas que tentam negá-la, pois muitas vezes desconhecem os afetos, estão pouco alinhadas com questões subjetivas, podendo até mesmo confundi-la com uma dor de natureza física. Além disso, muitas pessoas pensam que viver inclui apenas a possibilidade de “ser feliz”, adquirir bens materiais e, não raramente chegam pra análise em um nível de sofrimento indescritível. Daí, escutar, olhar, falar, localizar o momento em que ela  vem, podem ser condições necessárias para uma transformação criativa daquilo que antes apenas era reconhecido como dor.

Sendo assim, falar sobre o sofrimento / angústia, dar nome às ditas dores da alma e, em conjunto com isto ter uma escuta que acolha e reconheça este sofrimento, tendem a permitir que um movimento se dê e com isso, ela vai podendo tornar-se menos assustadora. 

 

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